AS MUDANÇAS LIGADAS AO TRABALHO ANALÍTICO

AS MUDANÇAS LIGADAS AO TRABALHO ANALÍTICO
29 de setembro de 2016 | Artigos | Sem comentários

AS MUDANÇAS LIGADAS AO TRABALHO ANALÍTICO

Para candidatos a Formação do tripé da  Psicanálise é necessário posteriormente aderir a ABMP-DF e marcar suas análises/Didáticas/pessoais com Psicanalista de sua escolha e sob supervisão poderá fazer Estágio Supervisionado de Parcerias Voluntárias da ABMP-DF para estágio de Acolhimento da Escuta Psicanalítica Voluntária Gratuita; que é  válido para os Cursistas e candidatos a Aspirantes: Psicanalista Clínico em Formação do Percurso Psicanalítico da ABMP-DF & Parcerias. 

AS MUDANÇAS LIGADAS AO TRABALHO ANALÍTICO

Trecho reproduzido do Livro: A Prática Analítica de Thierry Bokanowski

Imago Editora, 2002

 

            O trabalho analítico dá oportunidade ao indivíduo de alcançar um certo número de mudanças que lhe permitem atingir novas modalidades de funcionamento psíquico. Permitindo que ele tenha acesso à sua própria posição subjetiva, tais mudanças dirão essencialmente respeito à modificação de suas relações consigo próprio. Esse movimento de subjetivação, que o ajudará a tomar consciência e a ultrapassar determinados automatismos de repetição em ação desde a sua infância, modificará sensivelmente o destino de seus afetos e de suas representações, ligados aos desejos que dizem respeito simultaneamente aos seus objetos primários e aos de sua história infantil. Isso lhe permitirá flexibilizar suas relações com seu superego, seu ideal de ego, bem como com seu ego ideal, em termos das exigências destes.

 

Isso o levará a aceitar a diferença entre os sexos e gerações, isto é, a reconhecer os limites do sexo que possui, e a existência do sexo que ele não possui. Também será conduzido a aceitar a irreversibilidade do tempo que passa, a realidade da morte, a ferida narcísica ligada à existência do inconsciente, assim como a humilhação que o aspecto indomável do id provoca… Isso significa aceitar a castração em todas as suas formas, inclusive as que se expressam ou se traduzem pela separação, e, assim, adquirir maior liberdade em sua vida pulsional, e mesmo erótica, maior capacidade de amar, e maiores aberturas para a sublimação. Será preciso para tanto suportar seus movimentos depressivos que o ajudarão a fazer lutos passados e futuros.

 

            Assim, o que é esperado do trabalho analítico é que um dia ele chegue ao ponto em que a função analisante do analista possa ser introjetada pelo indivíduo em análise, e que o término da análise seja marcado por uma capacidade de poder ter certa distância com relação a sim próprio, em outras palavras, poder perceber suficientemente seus movimentos inconscientes. Como escreveu René Diatkine, “tomar distância, adquirir insight, liberar suficiente humor em relação a si próprio e ternura com respeito ao próximo para permitir uma existência mais agradável para si e para os outros”


Diatkine, R. (1988), Destins du transfer, Revue française de Psychnalyse, 52, 4/1988, pp.803-813

PESQUISA ATUALIZADA E REVISADA

Profissão de Psicanalista

”O Divã deve ser para o Psicanalista um Altar Sagrado para o Desabrigo

das neuroses e das profundezas do Inconsciente Humano”.

 ABMP-DF

Associação Brasileira de Medicina Psicossomática

Brasília – DF

 2009

www.abmpdf.com

“A prática da Psicanálise como profissão livre e sua formação no Brasil”

A Constituição Federal, em seu art. 153, § 23, dispõe: “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, observadas as condições de capacidade que a lei estabelecer.”.

Liberdade de Trabalho:

Direito consagrado (§ 23º do artigo 153 da Constituição (ato) de 1969) razão pela qual, não consta da nova Constituição, no texto, introdução ou novidade do exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão.

Significa que todos têm liberdade plena no tocante à escolha de trabalho (desde que lícito), com as mesmas ressalvas no que se refere às normas legais sobre profissões regulamentadas (exemplo, exercício da advocacia – Lei nº. 4.215, modificada pela Lei nº. 8.906 de 4 de julho de 1994, dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e Ordem dos Advogados do Brasil – OAB).

O vigente texto constitucional demonstra de maneira clara e incontestável a liberdade de qualquer trabalho, ofício ou profissão, tendo por razão a proibição para o Poder Público de criar normas ou estabelecer critérios que levem o cidadão (homem ou mulher) a exercer contra sua (exclusiva) vontade: tra­ba­lho, ofício ou profissão desde que haja “fins lícitos”.

O texto corresponde ao grupo das regras de eficácia contida, permitindo, assim, que lei infraconstitucional venha condicioná-la, criando requisitos e qualifi­ca­ções para o exercício de determinada profissão. Artigo 5º inciso XIII da Constituição Federal.

Dr. Francisco Bruno Neto São Paulo, SP Advogado, Professor Universitário, Assessor Parlamentar.

LEI DA ASSOCIAÇÃO

É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedados a de caráter paramilitar. A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada à interferência estatal em seu funcionamento (incisos: XVII e XVIII do artigo 5º da Constituição Federal).

Referência – Fonte Consultada:

http://brunoconstitucional.blogspot.com/2007/07/informao-o4julho2007.html

 

PSICANALISTA:

 (Exercício legal da profissão) (…) Enquanto não houver lei disciplinadora, o exercício da Psicanálise continuará LIVRE, TANTO POR FORÇA DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL RETROCITADO, como por FORÇA DO PRINCÍPIO JURÍDICO BASILAR DE QUE “O QUE NÃO É PROIBIDO, É JURIDICAMENTE PERMITIDO”.

 


Leia o texto na íntegra:
BAIXAR DOCUMENTO


 

Comentários estão bloqueados.