{"id":1108,"date":"2019-03-19T09:49:05","date_gmt":"2019-03-19T12:49:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abmpdf.com\/?p=1108"},"modified":"2019-03-19T10:15:16","modified_gmt":"2019-03-19T13:15:16","slug":"o-pequeno-hans-caso-clinico-freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmpdf.com\/?p=1108","title":{"rendered":"O PEQUENO HANS"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CASO CL\u00cdNICO: O PEQUENO HANS<\/p>\n<p>Aspirante: Prof\u00aa.Gema Galgani da Fonseca \u2013Aluna do Curso de Forma\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise pela ABMP\/Bras\u00edlia \u2013 DF, Doutoranda do Curso de Doutorado em Psicologia \u2013 UCES\/ Buenos Aires, Mestre em Forma\u00e7\u00e3o de Professores pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), Especialista em Psicoterapia Psicanal\u00edtica pela Universidade de Uberaba (UNIUBE), graduada em Pedagogia e Psicologia. Docente de cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da FPM \u2013 Faculdade de Patos de Minas\/MG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TURMA: N\/2015<\/p>\n<p><strong><em>VAMOS TIRAR \u201cO PEQUENO HANS\u201d DA CAVERNA? <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Tendo por escolha norteadora para o in\u00edcio deste estudo, o caso cl\u00ednico observado pelo pai do paciente e fundamentado por Freud em o \u201cPequeno Hans\u201d (1909b), refere-se a um menino de cinco anos de idade que a priori era visto como uma crian\u00e7a normal \u2013 alegre e franca \u201ccom costumeiros pecados educacionais\u201d. Essa investiga\u00e7\u00e3o significou in\u00fameras cr\u00edticas e questionamentos, j\u00e1 que naquela \u00e9poca suscitava a compreens\u00e3o do quadro como patol\u00f3gico, numa poss\u00edvel fobia e ao mesmo tempo era questionada sua validade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Pois devido contar com a participa\u00e7\u00e3o observadora de um familiar envolvido \u2013 O Pai, indagava-se sobre at\u00e9 que ponto seria leg\u00edtimo e objetivo as suas an\u00e1lises e se estas estavam sendo falseadas ou confi\u00e1veis. Bem como, se era identificado que Hans sugeria uma predisposi\u00e7\u00e3o para a neurose, como tais conclus\u00f5es poderiam ser aplicadas as crian\u00e7as consideradas normais.<\/p>\n<p>O Pequeno Hans surgiu das investiga\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises de Freud, o qual assegurou que a psican\u00e1lise n\u00e3o fosse uma \u201cinvestiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica imparcial\u201d e sim uma \u201cci\u00eancia aberta \u00e0 intersubjetividade\u201d; processo pelo qual se depara com conflitos em que os sujeitos \u2013 crian\u00e7as ou adultos tendem apresentar discrep\u00e2ncias entre o que se diz e o que se faz, sendo indispens\u00e1vel ouvi-las.<\/p>\n<p>Por\u00e9m ouvi-las significa se posicionar receptivo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria e de uma met\u00e1fora, com suas m\u00faltiplas formas de linguagem e representa\u00e7\u00f5es; quando o entendimento da psique humana inicia uma liberdade de pensar e sua inscri\u00e7\u00e3o que vai se disseminar por s\u00e9culos \u2013 \u00e9 preciso ouvir as crian\u00e7as, \u00e9 preciso escutar as crian\u00e7as que tamb\u00e9m moram dentro dos corpos adultos!<\/p>\n<p><em>N\u00e3o confiar na express\u00e3o dos menores equivale, portanto, a n\u00e3o confiar nos maiores. A ser surdo para a vida e para todos os que est\u00e3o nela. Freud ouvia muito bem. Freud aprofundou o tema: \u00e9 a entrada de outra pessoa no mundo interno da crian\u00e7a que pode fazer a neurose sair. Hoje, podemos dizer o mesmo de outra forma: o que cura \u00e9 o encontro <\/em>(GUTFREIND, 2009, p. 70)<em>. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>O caso cl\u00ednico (FREUD, 1909\/1996) foi escrito com base na hist\u00f3ria do desenvolvimento psicossexual de um menino com cinco anos de idade, percebido por Freud como uma crian\u00e7a de bom car\u00e1ter &#8211; extremamente livre \u2013 desejosa \u2013 espont\u00e2nea \u2013 afetuosa e pulsional; quando as brincadeiras, linguagens, fantasias e sonhos, revelaram e impulsionaram o entendimento dos antagonismos das rela\u00e7\u00f5es e sentimentos entrela\u00e7ando o primitivo e a forma\u00e7\u00e3o da personalidade.<\/p>\n<p>Dentre as conflitivas estudadas, demarcando a caracteriza\u00e7\u00e3o do quadro de fobia; elucida-se: a crise gerada no pequeno \u00e9dipo que \u201cqueria ter seu pai fora do caminho a fim de ficar com a m\u00e3e s\u00f3 para ele\u201d, confirmando a disputa narc\u00edsica pelo amor original e dualidade afetiva dos desejos incestuosos e parricidas; a ambival\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es de amor e \u00f3dio \u00e0s figuras parentais associadas a extrema ang\u00fastia e puls\u00f5es libidinais, traduzidos no exacerbado esp\u00edrito de inqu\u00e9rito pela sexualidade precoce \u201ca busca e compara\u00e7\u00e3o dos pipis\u201d \u2013 \u201cas atividades auto-er\u00f3ticas e masturbat\u00f3rias\u201d \u2013 \u201ctend\u00eancias \u00e0 escopofilia (ou prazer sexual em olhar) e ao exibicionismo (se exibir como o mais belo e desejado); e o \u00f3dio do pai e da irm\u00e3 rec\u00e9m-nascida tidos por Hans como os rivais no amor pela m\u00e3e, revelando o temor ao desamparo e ci\u00fames atrav\u00e9s da hostilidade e agressividade nas rela\u00e7\u00f5es com estes. Tudo compondo a neurose f\u00f3bica de Hans.<\/p>\n<p>Freud estava \u00e0 escuta, em primeiro lugar, do que o sintoma fala: <em>\u201cs\u00f3 esta via torna poss\u00edvel uma atitude anal\u00edtica face \u00e0 uma neurose, e em particular uma neurose infantil<\/em>\u201d (MANNONI, 2003, p. 11).Assim, a discuss\u00e3o reflexiva proposta neste estudo evidencia o espa\u00e7o ocupado pela crian\u00e7a no imagin\u00e1rio maternal com os quais Hans se confrontou; como tamb\u00e9m,a crise implicada sobre \u201ctantos outros Hans\u201d em ser posto como piv\u00f4 das conflitivas do casal e\/ou buscar inconscientemente a preval\u00eancia do amor narc\u00edsico em recusa \u00e0 castra\u00e7\u00e3o do complexo de \u00e9dipo, ou seja:<\/p>\n<p>\u201c<em>a medida que lhe \u00e9 necess\u00e1rio atravessar o campo do desejo dos pais para ter acesso \u00e0 verdade de seu pr\u00f3prio desejo cujo acesso a m\u00e3e lhe fecha, opondo-lhe seu desejo inconsciente de que ele seja f\u00e1lico para ficar eternamente cativo de seu olhar de admira\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (MANNONI, 2003, p. 14).<\/p>\n<p>Em face disso, a an\u00e1lise do pequeno Hans confirma as teses de Freud sobre a sexualidade infantil, como constata tamb\u00e9m o aparecimento de sintomas transit\u00f3rios em quase as crian\u00e7as numa determinada fase, sugere um momento de organiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica. Que inevitavelmente se inicia pelas viv\u00eancias corporais, servindo-se de base para os insights psicoemocionais.<\/p>\n<p>Da\u00ed as premissas de Freud sobre sua valoriza\u00e7\u00e3o e olhar para as nuances da psique, que assim como os poetas e os artistas que o precederam. Traduziam atrav\u00e9s de met\u00e1foras partes do inconsciente e conflitivas primitivas, j\u00e1 demarcando o pr\u00f3prio papel do analista aliado \u00e0 import\u00e2ncia conferida \u00e0s artes e \u00e0 literatura:<\/p>\n<p><em>O artista \u00e9 capaz de produzir uma apresenta\u00e7\u00e3o formal que viabiliza, do lado do leitor\/espectador, por identifica\u00e7\u00e3o, a frui\u00e7\u00e3o do recalcado. (&#8230;) Freud levou os efeitos do \u201csaber n\u00e3o sabido\u201d que caracteriza o inconsciente, na produ\u00e7\u00e3o de um escritor (&#8230;) o que aproximava a obra do sonho, do chiste, do ato falho e do sintoma <\/em>(SOUZA, 2002, p.269,270).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Movido pela inquieta\u00e7\u00e3o dos pensamentos e an\u00e1lises sobre os fatores e alian\u00e7as cambiadas entre os problemas ps\u00edquicos, Sigmund Freud avan\u00e7a sobre a compreens\u00e3o das fobias para al\u00e9m de uma patologia fechada. Estas passam a ser consideradas apenas como s\u00edndromes que podem fazer parte de v\u00e1rias neuroses, propondo o nome de \u201chisteria de ang\u00fastia\u201d at\u00e9 que o recalcado se rompa e traduza os conflitos ps\u00edquicos e\/ou incida numa doen\u00e7a futura. Foi nesse caso cl\u00ednico e no caso posterior do \u201cHomem dos Lobos\u201d (1918b |1914|) que ele forneceu sua mais completa descri\u00e7\u00e3o cl\u00ednica das fobias &#8211; ocorrendo ambas, naturalmente,em crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Assim, sobre a quest\u00e3o do material recalcado, Freud postula do INSABIDO, ainda pulsando e influenciando o individuo; processo pelo qual o psic\u00f3logo, assim como psicanalista, vai realizar um trabalho de escava\u00e7\u00e3o do inconsciente. Quando o conte\u00fado do INSABIDO pode ser: um cheiro, um som, uma fotografia, uma lembran\u00e7a; as quais s\u00e3o t\u00e3o fortes que ao serem relembradas e recontadas, revive-se o conte\u00fado na mesma intensidade.<\/p>\n<p>As s\u00edndromes diz respeito a tudo aquilo que ainda n\u00e3o est\u00e1 caracterizado ainda como uma doen\u00e7a, mas mostra em sua origem conflitivas do direcionamento da libido.Assim entendido, podemos reconhecer neste processo que o sintoma toma a forma de uma defesa contra o recalcado (FREUD, 1917c, p. 361).<\/p>\n<p>Assim, \u201c<em>A<\/em><strong><em>VIDA RECLAMA URGENTE POR OUTRAS MORADAS&#8230;\u201d. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O DO CASO CL\u00cdNICO:<\/strong><\/p>\n<p>Considerando que a Cultura \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos acontecimentos da vida, da fun\u00e7\u00e3o das pessoas e das fantasias compondo as viv\u00eancias, cada ser humano tem uma psique diferente e condi\u00e7\u00f5es psicoemocionais muito particulares para lida com inaud\u00edvel. Por exemplo, os hindus s\u00e3o diferentes no que concerne a cosmologia fundante do mundo, n\u00e3o concebem um Deus; acreditam na transitoriedade, sendo que o modo de existir para eles \u00e9 se reconhecerem.<\/p>\n<p>Diferente de n\u00f3s que acreditamos num mito fundante e que perpassa pela religi\u00e3o \u2013 organizar a vida obedece aos design\u00edosde Deus. Por exemplo, l\u00f3gica de Pai \u2013 id\/ego e superego s\u00e3o muito fortes, termos pelos quais se aplicam porque tem instinto e inst\u00e2ncia normativa. O sintoma como no Pequeno Hans (Freud\/1908),emerge como produto de uma\u00a0 ideia, desejo ou pensamento que foi recalcado, quando o recalque origin\u00e1rio funda o psiquismo j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 inconsciente \u2013 como clivagem, isto \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o para o Complexo de \u00c9dipo.<\/p>\n<p>A partir do exame da observa\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de uma fobia num menino de 5 anos de idade, Freud levanta duas obje\u00e7\u00f5es do pequeno Hans. A primeira refere-se ao fato de que Hans n\u00e3o era uma crian\u00e7a normal, tendo uma pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o para a neurose, quando n\u00e3o seria leg\u00edtimo aplicar a crian\u00e7as normais conclus\u00f5es tidas como verdadeiras em rela\u00e7\u00e3o a ele. A segunda relaciona-se que qualquer an\u00e1lise de uma crian\u00e7a conduzida por seu pai, tende ser desprovida de qualquer valor objetivo j\u00e1 que a crian\u00e7a \u00e9 muito sugestion\u00e1vel e suas informa\u00e7\u00f5es podem n\u00e3o ser evidentes.<\/p>\n<p>Assim como nos adultos, em que os preconceitos podem comprometer a confiabilidade dos conte\u00fados ps\u00edquicos; nas crian\u00e7as, h\u00e1 que se indagar sobre a imagina\u00e7\u00e3o delas. Lembrando que elas n\u00e3o mentem sem motivos e todas s\u00e3o inclinadas para um amor de verdade, como nas ocasi\u00f5es em que Hans estava falsificando ou omitindo os fatos de seu mundo.<\/p>\n<p>Por exemplo, as ocasi\u00f5es em que estando indeciso concordava com seus pais; e as ocasi\u00f5es em que se sentindo livre de qualquer press\u00e3o, explodia numa torrente de informa\u00e7\u00f5es sobre o que estava acontecendo dentro dele e que ningu\u00e9m sabia.\u00a0 O sintoma (desejo recorrentes por pipis) emerge no lugar do que foi recalcado (desejo incestuoso), evidenciando que o fen\u00f4meno sintom\u00e1tico serve-se como uma met\u00e1fora para o escoador dos desejos inconscientes.<\/p>\n<p>Como pode ser apercebido numa vis\u00e3o lacaniana, sob a premissa de que constru\u00edmos o simb\u00f3lico atrav\u00e9s da linguagem \u2013 mundo do neur\u00f3tico, pois enquanto eu encontrar sentido e significados para restituir meu corpo simb\u00f3lico; mantenho a sa\u00fade satisfat\u00f3ria.Assim, a solu\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se constitui como a possibilidade de desvelamento dos desejos recalcados, inicialmente cumprindo a fun\u00e7\u00e3o defensiva sobre aquilo que se entendeu como amea\u00e7a \u00e0 homeostase do aparelho ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Como se pode apreender atrav\u00e9s do estudo do Caso Hans, que at\u00e9 ent\u00e3o era percebido como uma crian\u00e7a alegre e franca, com \u201ccostumeiros pecados educacionais\u201d, at\u00e9 que com a explos\u00e3o da doen\u00e7a e no processo de an\u00e1lise come\u00e7aram a surgir as discrep\u00e2ncias entre o que ele pensava e o que ele fazia.<\/p>\n<p>Lembremos a fala da m\u00e3e: \u201cSe fizer isso de novo, eu vou chamar o Doutor \u201cA\u201d para cortar fora o seu \u201cpipi\u201d \u2013 a\u00ed, com o que voc\u00ea vai fazer \u201cpipi\u201d? E Hans de forma engenhosae sapeca se contrap\u00f5e tentando burlar a frustra\u00e7\u00e3o, e consequente castra\u00e7\u00e3o: \u201ccom o meu traseiro\u201d, sugerindo um contra ataque face o limite.<\/p>\n<p>Da\u00ed, face o surgimento do material inconsciente, o pr\u00f3prio Hans foi levado a entrar em contato com conte\u00fados do seu mundo interno at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos. Destaca-se a import\u00e2ncia atribu\u00edda a legitimidade e independ\u00eancia dos processos mentais da crian\u00e7a, que mesmo tendo desencadeado uma fase obscura complexa na an\u00e1lise, oportunizou vir \u00e0 tona; fantasias, desejos e impulsos inconscientes e\/ou recalcados.<\/p>\n<p>O trabalho anal\u00edtico visa reconciliar o sujeito com seu desejo pelo desrecalcamento, liberando-o assim, do sintoma. Hans, inicialmente se movimentando pela busca e princ\u00edpio do prazer, o qual se apresentava de forma maci\u00e7a em realizar o desejo; com a an\u00e1lise encontra abertura para movimentar-se pelo princ\u00edpio da realidade, trazendo tranquilidade ao eu (Freud, 1926, p. 113).<\/p>\n<p>Freud foi procurado pelo pai de Hans sob a justificativa de que seu filho de 5 anos se recusava a sair de casa, por temores de ser mordido por um cavalo.Quando j\u00e1 atrav\u00e9s de seu esp\u00edrito de escava\u00e7\u00e3o da subjetividade humana, sua genialidade foi ter sabido distinguir que problema surgido no garotinho n\u00e3o tinha haver com o medomais com aquilo que ele tinha por miss\u00e3o ocultar, sugerindo conflitivas no relacionamento com os pais.<\/p>\n<p>Hans tinha um interesse particularmente vivo por seu \u201cpipi\u201d, o qual despertou nele o esp\u00edrito de inqu\u00e9rito e o levou a descobrir que a presen\u00e7a ou aus\u00eancia deste possibilitava diferenciar objetos animados de inanimados. Presumiu que todos os objetos animados eram como ele, e eles possu\u00edam esse importante \u00f3rg\u00e3o corporal, assim como nos animais maiores tamb\u00e9m nos seus pais, autenticando o fato na sua pr\u00f3pria irm\u00e3 rec\u00e9m-nascida.<\/p>\n<p>Freud observou a presen\u00e7a de sentimentos ambivalentes frente a figura paterna, preconizando que o impulso hostil contra o pai sofreu repress\u00e3o (\u201cimpulso assassino do Complexo de \u00c9dipo); assim ao inv\u00e9s do medo o sintoma \u00e9 deslocado (substitu\u00eddo) pela figura dos cavalos, confirmando a ang\u00fastia da castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Foi a ang\u00fastia que produziu a repress\u00e3o, e n\u00e3o, como eu anteriormente acreditava, a repress\u00e3o que produziu a ang\u00fastia(&#8230;). \u00c9 sempre a atitude de ang\u00fastia do ego que \u00e9 a coisa prim\u00e1ria e que p\u00f5e em movimento a repress\u00e3o. A ang\u00fastia jamais surge da libido reprimida (<\/em>FREUD, 1926, p. 111<em>).\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Nessa din\u00e2mica destaca-se a for\u00e7a do imagin\u00e1rio em que a libido ganha for\u00e7a e tende buscar seu escoador, pois \u00e9 atrav\u00e9s deste subjetivo que se regula a ang\u00fastiae que o prazer \u00e9 obtido; confirmando que o comportamento n\u00e3o \u00e9 nada. Como no caso Hans, em que a libido foi se deslocando, da curiosidade por \u201cpipis\u201d \u2013 ao temor por cavalos \u2013 \u00e0s compara\u00e7\u00f5es de genit\u00e1lias \u2013e ao pr\u00f3prio desenvolvimento,desenvolvimento cambiado entre \u00e2nsia por conhecimento ecuriosidade sexual.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O:<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto que na Psicose, a Psican\u00e1lise a entende como a refer\u00eancia da n\u00e3o inscri\u00e7\u00e3o do falo \u2013 do falo n\u00e3o do sexo masculino edo homem em si; mas no sentido daquele que representa o poder. Assim o psic\u00f3tico n\u00e3o passou pelo processo de castra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o submetendo passar pela simboliza\u00e7\u00e3o da vida, n\u00e3o reconhece interdi\u00e7\u00e3o \u2013 O REAL \u00c9 O QUE ELE PENSA, ELE \u00c9 DONO DO MUNDO DELE \u2013 ELE N\u00c3O \u00c9 SUBMETIDO AO MUNDO SIMB\u00d3LICO. N\u00e3o existe um Eue n\u00e3o existe um Ego para sofrer.<\/p>\n<p>Diferente do que \u00e9 pr\u00f3prio do neur\u00f3tico, que inerentemente o sofrer, que luta para sobreviver e se realizar.\u00a0 \u00c9 dentro do universo simb\u00f3lico que \u00e9 organizado pelas 3 inst\u00e2ncias (instinto, valores l\u00e1 fora e a exist\u00eancia de um Eu), traduzido no mecanismo e conceitua\u00e7\u00e3o de Id, ego e superego, que o Eu vai buscando sua identidade e desejos para satisfa\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste sentido, Hans era realmente um pequeno \u00c9dipo que queria ter seu pai \u201cfora do caminho\u201d, queria livrar-se dele, para que pudesse ficar sozinho com sua m\u00e3e e dormir com ela; \u201csentir o que era divertido\u201d ainda em sua inoc\u00eancia, prazeroso. Desejo pelo qual nascera durante as f\u00e9rias de ver\u00e3o quando a presen\u00e7a e aus\u00eancia alternativa de seu pai, contribu\u00edram para a depend\u00eancia de intimidade dele com sua m\u00e3e, que ele desejava tanto.<\/p>\n<p>O prazer experimentado pela crian\u00e7a ao mamar no seio da m\u00e3e, Lacan nos sinaliza que n\u00e3o significa nada; mas as impress\u00f5es e primeiras sensa\u00e7\u00f5es que ele chamou de significante, como sensa\u00e7\u00f5es de sentir colado ao corpo da m\u00e3e, pode ampliar a fronteira de inscrever algo. Quando o in\u00edcio do processo ps\u00edquico \u00e9 demarcado pela prepara\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o, para que em determinando momento possa haver a pr\u00f3pria castra\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n<p>Seja numa vis\u00e3o lacaniana, Em Nome do Pai ou numa dimens\u00e3o freudiana, pelo Complexo de \u00c9dipo, fundamentam sobre a necessidade do processo de castra\u00e7\u00e3o, pois ambos analisam que se o bebe permanece grudado na rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com a m\u00e3e, origina-se o psic\u00f3tico. Assim \u00e9 indispens\u00e1vela ruptura do mundo simbi\u00f3tico atrav\u00e9s desse processo, para se iniciar a exist\u00eancia do outro \u2013 do Eu.<\/p>\n<p>Refletindo sobre o Caso de Hans, evidencia-se que ele n\u00e3o era de modo algum um mau car\u00e1ter, nem dessas crian\u00e7as que na sua idade, ainda d\u00e3o livre curso para a propens\u00e3o a crueldade e a viol\u00eancia, o que \u00e9 constituinte da natureza humana. Pois mesmo antes da fobia ele j\u00e1 se apresentara inquieto quando viu os cavalos no carrossel serem batidos, e nunca ficava insens\u00edvel se algu\u00e9m chorasse em sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Lacan, prediz que se o sujeito \u00e9 afetado pela linguagem, h\u00e1 a possibilidade de um trabalho de simboliza\u00e7\u00e3o, mas que o gozo n\u00e3o pode ser inscrito pelo campo da linguagem porque \u00e9 como uma miragem, n\u00e3o \u00e9 permanente, \u00e9 cont\u00ednuo. O prazer \u00e9 simb\u00f3lico, o qual \u00e9 interpretado pelo psicoemocional, buscando sua realiza\u00e7\u00e3o pela subjetividade de cada ser humano.<\/p>\n<p>Freud ao contr\u00e1rio, teoriza que n\u00e3o h\u00e1 campo para simboliza\u00e7\u00e3o, devidoo indiv\u00edduo ter que aprender lidar com as faltas para sua sobreviv\u00eancia, j\u00e1 que carrega consigo a eterna perda do amor prim\u00e1rio (da m\u00e3e).Assim o que se cura na Psican\u00e1lise \u00e9 o sofrimento, quando a cura \u00e9 voc\u00ea n\u00e3o depender mais do campo imagin\u00e1rio; n\u00e3o tendo a conviv\u00eancia daqueles que sofrem do mesmo conflito, em que se sofre sozinho consigo mesmo.<\/p>\n<p>Como no Caso Hans, o qual amava profundamente seu pai e contra quem ele nutria desejos de morte, enquanto seu intelecto objetava a tal contradi\u00e7\u00e3o; ele n\u00e3o podia deixar de demonstrar o fato da exist\u00eancia desta, batendo em seu pai e beijando o lugar que ele havido agredido. Assim, a vida emocional do homem \u00e9 em geral constru\u00edda de pares e contr\u00e1rios como este, a condi\u00e7\u00e3o pela qual as repress\u00f5es e as neuroses possam ocorrer.<\/p>\n<p>Quando a t\u00e9cnica psicanal\u00edtica como, a transfer\u00eancia &#8211; chamada de uma neurose de transfer\u00eancia se estabelece como fundamental, uma vez que no setting anal\u00edtico \u00e9 poss\u00edvel reviver todas as circunst\u00e2ncias que lhe afligem no campo ps\u00edquico. Pois embargado de afetividade e de emo\u00e7\u00f5es, a transfer\u00eancia media a forma de acionar no inconsciente alguns conte\u00fados fora de uma temporalidade cronol\u00f3gica, quando o analisado remete a sua inf\u00e2ncia ou a algo espec\u00edfico \u2013 fato, fantasia, sonho, desejo ou resist\u00eancia, etc.<\/p>\n<p>Por fim, nesse processo de escava\u00e7\u00f5es de conte\u00fados inconscientes e de reedi\u00e7\u00f5es psicoemocionais, analista e o terapeuta, tem que ter a sensibilidade para captar que a terapia come\u00e7ou; pois o material que estava engavetado e\/ou recalcado somente nessa circunst\u00e2ncia \u00e9 pronunciado e revelado.Tomando por refer\u00eancia os criadores da Psican\u00e1lise, a pr\u00e1tica psicoterap\u00eautica pressup\u00f5e a alian\u00e7a entre:<em>forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica \u2013 pr\u00e1tica cl\u00ednica e an\u00e1lise pessoal<\/em>.<\/p>\n<p>Atender clinicamente \u00e9 lidar com a psique do outro, com plano simb\u00f3lico e para um indiv\u00edduo \u00fanico e com cosmo de sofrimento subjetivo.A psican\u00e1lise \u00e9 uma metapsicologia, trata com a supress\u00e3o do desejo, sobre o que est\u00e1 condicionado e que orienta a seguir uma conduta espec\u00edfica.\u00c9 assim que o neur\u00f3tico ir\u00e1 desenvolver a capacidade de simbolizar a vida, de representar e significar algo e que \u00e9 capaz de fazer sentido = construir sentido para outro ordenamento ps\u00edquico. Ser neur\u00f3tico significa mantermos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>Borgogno, F. (2004). O caso cl\u00ednico do pequeno Hans como artigo de t\u00e9cnica. In:\u00a0<em>Psican\u00e1lise como percurso<\/em>. Rio de Janeiro: Imago.<\/p>\n<p>_____ (2006). El \u201cPequeno Hans\u201d revisado: homenaje a \u201cum hombreinvisible\u201d.\u00a0<em>Psicoan\u00e1lisisAPdeBA<\/em>, v. XXVIII, n. 1.<\/p>\n<p>CORDIOLI, Aristides. Psicoterapias &#8211; Abordagens Atuais. 2\u00ba edi\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Artmed Editora, 2005.<\/p>\n<p>Freud, S. (1969). Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade. In J. Strachey (Ed. e J.\u00a0Salom\u00e3o, Trad.)Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 7, pp. 119-231). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1905).<\/p>\n<p>_____ (1969). Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias. In\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das <\/em>Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud, vol. XXII. Rio de Janeiro: Imago, (Original publicado em 1932).<\/p>\n<p>_____ (1969). O inconsciente. In S. Freud, Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obraspsicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. 14, pp. 163-210). Riode Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1915a).<\/p>\n<p>_____ (1996). Duas Hist\u00f3rias Cl\u00ednicas (o \u201cPequeno Hans\u201d e o \u201cHomem dos Ratos\u201d), Vol. X. In\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1909).<\/p>\n<p>_____ (1996h). Confer\u00eancia XVII. O sentido dos sintomas. In S. Freud,\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de SigmundFreud<\/em>\u00a0(J. Salom\u00e3o, trad., Vol. 16, pp. 265-279). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1917[1916-17]).<\/p>\n<p>_____ (1996i). Confer\u00eancia XXIII. Os caminhos da forma\u00e7\u00e3o dos sintomas. In S. Freud,\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>\u00a0(J. Salom\u00e3o, trad., Vol. 16, pp. 361-378). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1917[1916-17]).<\/p>\n<p>_____(1996). A quest\u00e3o da an\u00e1lise leiga: conversa\u00e7\u00f5es com uma pessoa imparcial. In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XX, pp. 179-248). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1926).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____ (1996). A din\u00e2mica da transfer\u00eancia. In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XII, pp. 109-119). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1912b).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____(1996). Recordar, Repetir e Elaborar (Novas recomenda\u00e7\u00f5es sobre a t\u00e9cnica da psican\u00e1lise II). In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XII, pp. 161-171). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1914).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____(1996). Os instintos e suas vicissitudes. In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XIV, pp. 117-144). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1915).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____(1996). Confer\u00eancia XXVII &#8211; Transfer\u00eancia. In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XVI, pp. 433-448). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1917a [1916-17]).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____(1996). Confer\u00eancia XXVI \u2013 A teoria da libido e o narcisismo. In: Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. (J. Salom\u00e3o, trad., Vol. XVI, pp. 413- 431). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1917b [1916-17]).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>_____(1917c).&#8221;Confer\u00eancia XXVIII Terapia anal\u00edtica&#8221;, Vol.XVI, p.449-463.<\/p>\n<p>_____ (1980). Sobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o. In S. Freud,\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud<\/em>\u00a0(J. Salom\u00e3o, trad., Vol. 14, pp. 85-119). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1914).<\/p>\n<p>_____ (1980). Luto e melancolia. In S. Freud,\u00a0<em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud<\/em>(J. Salom\u00e3o, trad., Vol. 17, pp. 175-182). Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1917[1915].<\/p>\n<p>______(2011). A perda da realidade na neurose e na psicose. In: Obras completas. (Paulo C\u00e9zar de Souza, trad., Vol. XIX, pp. 214-221). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras. (Trabalho original publicado em 1924).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>______(2004). Puls\u00f5es e destinos da puls\u00e3o. In L. A. Hanns (Ed. e Trad.) \u00a0Obras Psicol\u00f3gicas de Sigmund Freud: Escritos sobre a psicologia do inconsciente (Vol. 1, pp. 133-173.). Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1915).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>____ (2006). O ego e o Id e outros trabalhos (1923-1925).\u00a0<em>Ed. Imago<\/em>, Vol.\u00a0<em>19<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FOUCAULT, MICHEL. Hist\u00f3ria da Sexualidade I: A Vontade de Saber; tradu\u00e7\u00e3o de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. 14.ed. \u2013 Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal, 2001.<\/p>\n<p>Gay, Peter.\u00a0<em>Freud<\/em>: uma vida para o nosso tempo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1989.<\/p>\n<p>Gutfreind, Celso. &#8220;O Pequeno Hans discutido e sentido entre o passado e presente: discussedandexperiencedbetweenpastandpresent.&#8221;\u00a0<em>Revista Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>\u00a043.2 (2009): 69-76.<\/p>\n<p>LACAN, J. (1952). Interven\u00e7\u00e3o sobre a transfer\u00eancia. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 214-225.<\/p>\n<p>Mannoni, M. (2003). A Crian\u00e7a sua \u201cDoen\u00e7a\u201d e os Outros. S\u00e3o Paulo: Via Lettera.<\/p>\n<p>MEZAN, Renato.\u00a0<em>Freud, o pensador da cultura<\/em>. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1986.<\/p>\n<p>MIJOLLA, Allain. Dicion\u00e1rio Internacional de Psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Imago, 2005. v.1 e v.2.<\/p>\n<p>SCHORSKE, Carl E.\u00a0<em>Viena fin-de-si\u00e8cle<\/em>: pol\u00edtica e cultura. 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