{"id":960,"date":"2018-01-14T16:42:44","date_gmt":"2018-01-14T16:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.abmpdf.com\/?p=960"},"modified":"2025-07-09T15:24:02","modified_gmt":"2025-07-09T18:24:02","slug":"introducao-seminario-xi-lacan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmpdf.com\/?p=960","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o Semin\u00e1rio XI ( Lacan )"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o ao Semin\u00e1rio XI (Lacan) <\/b><\/p>\n<p><b><i>Jean-Luc Monnier<\/i><\/b><\/p>\n<p>Semin\u00e1rio XI,\u00a0\u00a0<i>Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise<\/i>\u00a0, \u00e9 um grande semin\u00e1rio.\u00a0Seu t\u00edtulo soa como um livro de texto;\u00a0e de certa forma \u00e9.\u00a0Primeiro semin\u00e1rio escrito por Jacques-Alain Miller, foi durante a vida de Lacan.<\/p>\n<p>A dobradi\u00e7a do semin\u00e1rio entre todos, faz parte de um per\u00edodo problem\u00e1tico desde que foi dado durante o ano de 1964, n\u00e3o mais em Sainte-Anne, mas na ENS, mesmo quando Lacan acabou de ser &#8220;excomungado&#8221; (1) pelo IPA.<\/p>\n<p>Com este evento que ter\u00e1 uma influ\u00eancia decisiva em sua doutrina, Lacan p\u00f5e fim ao que ele chamou de seu retorno a Freud, definido por Jacques-Alain Miller como &#8220;um retorno ao primado da interpreta\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, para dizer da inten\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da an\u00e1lise e que, al\u00e9m disso, era um obst\u00e1culo &#8220;(2).<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio XI marca o in\u00edcio da deprecia\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico e a avalia\u00e7\u00e3o do resto.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m um semin\u00e1rio substituto;\u00a0O semin\u00e1rio XI vem ao lugar de outro semin\u00e1rio &#8211;\u00a0\u00a0<i>The Names-of-the-Father\u00a0<\/i>\u00a0&#8211; que Lacan deu apenas uma li\u00e7\u00e3o em 20 de novembro de 1963, no dia seguinte \u00e0 vota\u00e7\u00e3o que o removeu da lista de did\u00e1tica.<\/p>\n<p>O que aparece de uma maneira ainda velada nesta li\u00e7\u00e3o \u00fanica dos\u00a0\u00a0<i>Nomes do Pai<\/i>\u00a0, \u00e9 uma mudan\u00e7a radical de regime, al\u00e9m de anunciada no semin\u00e1rio anterior,\u00a0\u00a0<i>L&#8217;angoisse,\u00a0<\/i>\u00a0pelo &#8220;questionamento do singularidade do Nome do Pai &#8220;(3).<\/p>\n<p>Passamos do regime do significante para o regime de gozo como um ponto fixo: o sujeito n\u00e3o ser\u00e1 mais orientado do Nome do Pai, mas do objeto\u00a0\u00a0<i>a\u00a0<\/i>por causa de seu desejo.\u00a0Naquele ano, &#8220;a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana&#8221; descobrir\u00e1 explicitamente a sua b\u00fassola: o real.<\/p>\n<p>Lacan fundou sua escola em 21 de junho de 1964, seis meses ap\u00f3s o in\u00edcio de seu semin\u00e1rio durante o qual retornou suas credenciais ao\u00a0\u00a0<i>conceito\u00a0<\/i>\u00a0em psican\u00e1lise\u00a0<i>.<br \/>\n<\/i>Em seis meses, Lacan ir\u00e1 renovar o status \u00e9tico do inconsciente, registrar o caminho da unidade, amarrar a repeti\u00e7\u00e3o ao fracasso (4) e articular a transfer\u00eancia para o conhecimento e, especialmente, o objeto\u00a0\u00a0<i>tem\u00a0<\/i>para cada conceito o real como uma b\u00fassola.<\/p>\n<p>.<br \/>\nNeste semin\u00e1rio tudo est\u00e1 em uma esp\u00e9cie de enrolamento l\u00f3gico.\u00a0Os conceitos s\u00e3o articulados um ao outro e os movimentos que Lacan opera em cada um deles ressoam nos outros.<\/p>\n<p>Assim, Lacan lida com a transfer\u00eancia, em seguida, a unidade para retornar \u00e0 transfer\u00eancia.\u00a0&#8220;Ao realizar essa jornada inteira entre a transfer\u00eancia e o inconsciente de um lado, a transfer\u00eancia e a repeti\u00e7\u00e3o do outro, Lacan se move ao mesmo tempo em dire\u00e7\u00e3o a outras articula\u00e7\u00f5es: entre transfer\u00eancia e movimenta\u00e7\u00e3o, entre o inconsciente e o impulso e entre a repeti\u00e7\u00e3o eo impulso.<\/p>\n<p>\u00c9 como se a pr\u00f3pria estrutura do semin\u00e1rio tivesse a forma de uma armadilha.\u00a0N\u00f3s entramos, e se quisermos sair, estamos presos no recinto da unidade.\u00a0&#8220;(5)<\/p>\n<p>O inconsciente \u00e9 &#8220;retomado como uma pulsa\u00e7\u00e3o temporal&#8221; (6), isto \u00e9, \u00e9 aberto e fechado em resson\u00e2ncia com as bordas instintivas do corpo que capturam o gozo.<\/p>\n<p>O inconsciente como conhecimento ent\u00e3o d\u00e1 lugar ao &#8220;inconsciente como sujeito [&#8230;] como algo que ocorre e se manifesta de forma aleat\u00f3ria&#8221; (7).\u00a0O inconsciente lacaniano \u00e9 &#8220;perturbador&#8221;, de acordo com a f\u00f3rmula de Jacques-Alain Miller, abre e fecha contingentemente, imprevis\u00edvel e incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esta nova vers\u00e3o do inconsciente permitir\u00e1 que Lacan separe a transfer\u00eancia da repeti\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 subtra\u00edda do automatismo desde ent\u00e3o retornou \u00e0 homeostase do princ\u00edpio do prazer para encontrar a\u00a0\u00a0<i>raz\u00e3o de ser\u00a0<\/i>no imposs\u00edvel de simbolizar.\u00a0Na verdade, at\u00e9 o XI semin\u00e1rio,\u00a0\u00a0<i>morreu Wiederholungszwang\u00a0<\/i>\u00a0encontrou sua raz\u00e3o na insist\u00eancia da cadeia significante.<\/p>\n<p>A partir do semin\u00e1rio XI \u00e9 o\u00a0\u00a0<i>Tuche<\/i>\u00a0, termo Lacan utiliza a partir de (8) Arist\u00f3teles, que assume o conceito de repeti\u00e7\u00e3o.\u00a0O\u00a0\u00a0<i>tuch\u00e9\u00a0<\/i>\u00a0\u00e9 o &#8220;encontro do real&#8221; (9), um evento traum\u00e1tico de ess\u00eancia que sempre ocorre &#8221;\u00a0\u00a0<i>como se por acaso&#8221; (<\/i>\u00a010)\u00a0<i>.<\/i><\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i>Imposs\u00edvel dissolver-se na cadeia significante, sempre perdida, esta reuni\u00e3o faz o lastro.<br \/>\nO impulso, ele \u00e9 desmontado e promovido para um lugar que nunca teve at\u00e9 ent\u00e3o no ensino de Lacan.\u00a0Aqui ela encontra seu objeto final &#8211; o objeto\u00a0\u00a0<i>tem\u00a0<\/i>&#8211; e v\u00ea sua gram\u00e1tica simplificada:\u00a0\u00a0<i>ser visto, trabalhar,\u00a0<\/i>etc.\u00a0s\u00e3o as reformula\u00e7\u00f5es que permitem que Lacan conecte a unidade ao &#8220;reduzido&#8221; Outro ao seu uso da satisfa\u00e7\u00e3o por um sujeito que\u00a0\u00a0<i>\u00e9\u00a0<\/i>\u00a0ent\u00e3o objeto.\u00a0Lacan, para a s\u00e9rie freudiana, adicionando o olhar e a voz.<\/p>\n<p>A nova \u00eanfase na unidade \u00e9 suportada por um operador que Lacan introduziu no Semin\u00e1rio VII e cujo desenvolvimento est\u00e1 quase conclu\u00eddo no Semin\u00e1rio XI.<\/p>\n<p>O desejo do analista permitir\u00e1, de fato, fazer a jun\u00e7\u00e3o entre o sujeito da linguagem e o campo da unidade, permitindo assim a Lacan reintegrar este importante conceito freudiano e amarrar a transfer\u00eancia para o objeto separando-o do repetir.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o: este \u00e9 um avan\u00e7o fundamental para a psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>&#8220;A transfer\u00eancia deve ser apreendida primeiro, independentemente de tudo o que pode ser carregado, como um fen\u00f4meno que decorre da estrutura significante, tal como \u00e9 implantado na experi\u00eancia anal\u00edtica.\u00a0(11) Lacan primeiro atribui a transfer\u00eancia para aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A aliena\u00e7\u00e3o do Outro como modo constitutivo do sujeito, est\u00e1 imediatamente presente sob as esp\u00e9cies do sujeito que se sup\u00f5e saber: \u00e9 o momento da abertura do inconsciente t\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre.\u00a0Mas a transfer\u00eancia tamb\u00e9m est\u00e1 fechada: a resist\u00eancia freudiana que Lacan localizou pela primeira vez no plano imagin\u00e1rio e que v\u00ea as associa\u00e7\u00f5es secar leva, no Semin\u00e1rio XI, seu peso da realidade.<\/p>\n<p>O tempo de separa\u00e7\u00e3o, ligado \u00e0 presen\u00e7a e ao desejo do analista,\u00a0<i>tem\u00a0<\/i>seu valor de prazer.\u00a0\u00c9 neste &#8220;ponto nodal&#8221; que a transfer\u00eancia \u00e9 separada da repeti\u00e7\u00e3o.\u00a0&#8220;Na opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, o que aparece como o efeito de um sujeito \u00e9 depositado e se acumula como conhecimento&#8221; (12) &#8211; o sujeito suposto saber &#8211; permitindo o acesso ao n\u00facleo da repeti\u00e7\u00e3o, ao real como imposs\u00edvel, abre, atrav\u00e9s do objeto\u00a0\u00a0<i>a<\/i>\u00a0, para uma nova manipula\u00e7\u00e3o do gozo.<br \/>\nO fim da an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 mais apreendido pela identifica\u00e7\u00e3o com o analista, mas pelo contr\u00e1rio pelo &#8220;cruzamento do plano de identifica\u00e7\u00e3o&#8221; (13) &#8220;al\u00e9m dos modos repetitivos de constitui\u00e7\u00e3o da fantasia.\u00a0[&#8230;] A transfer\u00eancia \u00e9 a abordagem do real que \u00e9 feito na an\u00e1lise al\u00e9m dos parceiros do assunto.\u00a0[&#8230;]<\/p>\n<p>Nos modos regulares de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito, o parceiro mais subterr\u00e2neo, o parceiro mais obscuro, \u00e9 o real contra o qual o sujeito bate, e \u00e9 aquele que n\u00e3o tem face e c \u00c9 por isso que pode ir al\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o pela unidade.\u00a0&#8220;(14).<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio XI abre uma nova era: \u00e9 aqui que Lacan d\u00e1 seu curso \u00e0 psican\u00e1lise, a sua orienta\u00e7\u00e3o para o real, que ela nunca mais partir\u00e1.\u00a0O semin\u00e1rio XI \u00e9, portanto, a porta pela qual a psican\u00e1lise entra na era do &#8220;Outro que n\u00e3o existe&#8221;.<\/p>\n<p>(1) Lacan J.,\u00a0<i>O Semin\u00e1rio<\/i>\u00a0, Livro XI,\u00a0\u00a0<i>Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise<\/i>\u00a0, Paris, Seuil, 1973, p.\u00a09.<br \/>\n(2) Miller J.-A., &#8220;A experi\u00eancia do real na cura anal\u00edtica&#8221;,\u00a0<i>A Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/i>\u00a0, curso de 16 de dezembro de 1998, in\u00e9dito.<br \/>\n(3) Miller J.-A., curso de 12 de maio de 2004.<br \/>\n(4) Lacan J.,\u00a0<i>The Seminar,<\/i>\u00a0\u00a0livro XI,\u00a0<i>op.\u00a0cit.\u00a0<\/i>, p.\u00a0117. &#8220;A fun\u00e7\u00e3o da falha est\u00e1 no centro da repeti\u00e7\u00e3o anal\u00edtica.\u00a0O encontro sempre \u00e9 perdido &#8211; isto \u00e9 o que faz a vaidade da repeti\u00e7\u00e3o, o seu obscurecimento de oculta\u00e7\u00e3o.\u00a0&#8221;<br \/>\n(5) G. Brodsky,\u00a0\u00a0<i>argumento<\/i>\u00a0,\u00a0\u00a0<i>Commentary Semin\u00e1rio XI Lacan<\/i>, Paris, Navarin, 2006, p.\u00a0134.<br \/>\n(6) Lacan J.,\u00a0<i>O Semin\u00e1rio,<\/i>\u00a0\u00a0Livro XI,\u00a0\u00a0<i>op.\u00a0cit.\u00a0<\/i>4\u00aa capa.<br \/>\n(7) Miller J.-A., &#8220;Les us du laps&#8221;,\u00a0<i>A orienta\u00e7\u00e3o lacaniana<\/i>\u00a0, curso de 15 de dezembro de 1999, in\u00e9dito.<br \/>\n(8) Arist\u00f3teles, livro II<br \/>\n(9) Lacan J.,\u00a0<i>O Semin\u00e1rio<\/i>\u00a0, livro XI\u00a0<i>,\u00a0\u00a0op.\u00a0cit.,<\/i>\u00a0p.\u00a053.<br \/>\n(10)\u00a0<i>Ibid.\u00a0<\/i>, p.\u00a054<br \/>\n(11) Miller J.-A., &#8220;The Lacanian Clinic&#8221;,\u00a0<i>The Lacanian Orientation,\u00a0<\/i>\u00a0curso de 26 de maio de 1982, in\u00e9dito.<br \/>\n(12) Miller J.-A., &#8220;The Us of the Lapse&#8221;,\u00a0<i>op.\u00a0cit.<br \/>\n<\/i>(13) Lacan J.,\u00a0\u00a0<i>O Semin\u00e1rio<\/i>\u00a0, Livro XI\u00a0<i>,\u00a0op.\u00a0cit.,<\/i>\u00a0\u00a0p.\u00a0245.<br \/>\n(14) Laurent E., curso de 15 de janeiro de 1991, dado no \u00e2mbito da Universidade de Paris 8, in\u00e9dito.<\/p>\n<p>Fonte consultada: <a href=\"http:\/\/www.causefreudienne.net\/les-quatre-concepts-fondamentaux-de-la-psychanalyse\/\">http:\/\/www.causefreudienne.net\/les-quatre-concepts-fondamentaux-de-la-psychanalyse\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise Introdu\u00e7\u00e3o ao Semin\u00e1rio XI (Lacan) Jean-Luc Monnier Semin\u00e1rio XI,\u00a0\u00a0Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise\u00a0, \u00e9 um grande semin\u00e1rio.\u00a0Seu t\u00edtulo soa como um livro de texto;\u00a0e de certa forma \u00e9.\u00a0Primeiro semin\u00e1rio escrito por Jacques-Alain Miller, foi durante a vida de Lacan. 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