{"id":978,"date":"2018-02-02T12:23:41","date_gmt":"2018-02-02T12:23:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.abmpdf.com\/?p=978"},"modified":"2025-07-09T15:24:55","modified_gmt":"2025-07-09T18:24:55","slug":"interpretacao-sonhos-freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmpdf.com\/?p=978","title":{"rendered":"Interpreta\u00e7\u00e3o Sonhos \/ Freud"},"content":{"rendered":"<p>CURSO DE ESTUDOS DAS OBRAS DE FREUD E P\u00d3S FREUD:<br \/>\nAndr\u00e9 Luiz Cerri da Silva<br \/>\nTURMA: K\/2017<\/p>\n<p>RESENHA \u2013 M\u00d3DULO 4<\/p>\n<p>Aspectos centrais acerca da interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos em Freud<\/p>\n<p>Conceitos-chave: sonhos, restos diurnos, texto, interpreta\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia, conte\u00fado manifesto, conte\u00fado latente, transfer\u00eancia, sintomas, psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Desde a antiguidade, o sonho tem sido objeto de investiga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, na medida em que ele coloca interessantes problemas c\u00e9ticos quanto \u00e0 possibilidade de termos um conhecimento real do mundo externo. Tal como sugerido por Descartes, os sonhos imp\u00f5em uma amea\u00e7a \u00e0 possibilidade do conhecimento porque pareceria imposs\u00edvel excluir, em um dado momento, que algu\u00e9m estaria sonhando naquele mesmo momento. J\u00e1 a psican\u00e1lise, por outro lado, desde os prim\u00f3rdios do seu nascimento, parte do pressuposto de que \u00e9 importante o conhecimento das fun\u00e7\u00f5es dos sonhos e seus significados. Freud, at\u00e9 o fim de sua vida, compreendeu os sonhos como fen\u00f4menos resultantes de desejos provenientes da inf\u00e2ncia e que, quando proibitivos ou interditos, acabam reprimidos.<br \/>\nA tarefa de interpretar os sonhos tornou-se, ent\u00e3o, de grande import\u00e2ncia \u00e0 psican\u00e1lise, uma vez que os sonhos representam uma importante via de acesso ao inconsciente. Durante os prim\u00f3rdios da psican\u00e1lise, o crit\u00e9rio para avaliar um psicanalista consistia na condi\u00e7\u00e3o de uma maior ou menor habilidade de interpretar os sonhos, dando significado aos conte\u00fados simb\u00f3licos manifestos. Mas hoje existem outras formas de acesso ao inconsciente, tais como comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o-verbais, somatiza\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de ideogramas, narrativa de livros etc.<br \/>\nA decodifica\u00e7\u00e3o dos s\u00edmbolos no sonho \u00e9 essencial para a interpreta\u00e7\u00e3o. Zimerman alerta para o risco de o analista acabar ficando menos interessado no paciente e mais ligado nas suas capacidades de fazer \u201cbelas interpreta\u00e7\u00f5es\u201d de um determinado aspecto parcial, dissociado da totalidade.<br \/>\nQual a rela\u00e7\u00e3o dos sonhos com o desejo? De alguma forma, todo sentimento humano est\u00e1 direta ou indiretamente em rela\u00e7\u00e3o com o desejo. Ainda mais se levarmos em conta o fato de que a forma\u00e7\u00e3o dos desejos se origina de inevit\u00e1veis \u201cfaltas\u201d ocorridas no passado, \u00e0 espera de serem preenchidas. Mas a partir de te\u00f3ricos como M. Klein, os sonhos passam a ser considerados como forma de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes de sentimentos bastante primitivos, por meio de um c\u00f3digo estabelecido entre o par anal\u00edtico. Freud alegou que \u201co sonho infantil \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o a uma experi\u00eancia vivida durante o dia quedeixou algum arrependimento, algum anseio ou um desejo n\u00e3o realizado. Osonho traz a realiza\u00e7\u00e3o direta, n\u00e3o encoberta, desse desejo\u201d (Freud, 1916, p.138).<br \/>\nO sonho \u00e9 uma experi\u00eancia sens\u00f3ria, visual para a maioria de n\u00f3s, mas podendo ser tamb\u00e9m t\u00e1til, gustativa, auditiva etc., al\u00e9m de ser tamb\u00e9m frequentemente uma experi\u00eancia emocional. Assim que tentamos a nos lembrar de um sonho, come\u00e7amos a traduzir, em uma maneira de falar, essa experi\u00eancia sensorial e afetiva em palavras. Come\u00e7amos, assim, a contar uma hist\u00f3ria sobre o que ocorreu no sonho.<br \/>\nUm sonho, na medida em trabalhamos com ele e tentamos interpret\u00e1-lo em an\u00e1lise, \u00e9 uma s\u00e9rie de palavras. \u00c9, em suma, um texto. O analista trabalha com o texto fornecido pelo analisando. Esse texto \u00e9 frequentemente adicionado \u00e0 medida que o analisando come\u00e7a a se associar ao sonho. Freud nos adverte a levar a s\u00e9rio as vers\u00f5es apresentadas, tanto a original quanto a corrigida.<br \/>\nIndependente de suas poss\u00edveis imperfei\u00e7\u00f5es este texto \u00e9 o principal material com o qual o analista e o analisando trabalham. O sonho em si mesmo est\u00e1 desaparecido ou ainda parcialmente, se n\u00e3o vividamente, presente na mente do analisando; mas, de qualquer forma, n\u00e3o pode ser &#8220;transferido&#8221; de forma direta para o analista. E, mesmo que pudesse ser diretamente &#8220;transferido&#8221;, o analista n\u00e3o experimentaria necessariamente todo o conte\u00fado (sons, imagens e outras experi\u00eancias) \u201ctransmitido\u201d pelo analisando exatamente como o analisando o experimentou &#8211; afinal, cada um de n\u00f3s \u00e9 afetado de maneira diferente por um mesmo filme ou v\u00eddeo, por exemplo Se o analisando \u00e9 um artista e pinta imagens que parecem render partes do sonho, o analista deve, no entanto, perguntar ao artista para falar sobre essas pinturas, pois, mesmo que uma imagem valha mil palavras, n\u00e3o se explica por si mesmo.<br \/>\nO que o principalmente interessa ao analista s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es do analisando sobre as imagens, e n\u00e3o as pr\u00f3prias proje\u00e7\u00f5es do analista com base em sua pr\u00f3pria personalidade e experi\u00eancia de vida. Portanto, no que diz respeito \u00e0 pr\u00e1tica psicanal\u00edtica, o sonho \u00e9 um texto ou fala oral (que pode ser transcrita mais ou menos acuradamente) produzida pelo analizando acerca do seu sonho.<br \/>\nUm sonho, na medida em que desempenha um importante papel para a an\u00e1lise, j\u00e1 \u00e9 uma esp\u00e9cie de tradu\u00e7\u00e3o: \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o ou tradu\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia principalmente visual e afetiva em palavras. E com as palavras faladas s\u00e3o o que predominantemente se trabalha na psican\u00e1lise.<br \/>\nPode-se pensar que nosso objetivo \u00e9 ent\u00e3o trabalhar a partir do discurso do analisando de volta \u00e0 sua experi\u00eancia inicial do sonho; podemos imaginar isso como na figura a seguir (na qual a seta indica o processo de tradu\u00e7\u00e3o):<\/p>\n<p>Recontar um sonho: experi\u00eancia visual\/afetiva    \uf0e0    texto\/discurso<br \/>\nAnalisando um sonho: texto\/discurso     \uf0e0     experi\u00eancia visual\/afetiva<\/p>\n<p>Se pud\u00e9ssemos &#8220;desfazer&#8221; a tradu\u00e7\u00e3o ou reverter o processo de tradu\u00e7\u00e3o, isso provavelmente permitiria que outras pessoas experimentassem o sonho tal como o sonhador o teve &#8211; isto \u00e9, ter o mesmo sonho.No entanto, da mesma forma como ocorre nos filmes, nem todos experimentamos um filme da mesma maneira, mesmo que o vejamos lado a lado no mesmo cinema, pois cada um nos situa de forma diferente em rela\u00e7\u00e3o aos v\u00e1rios personagens e dificuldades no filme dependendo de nossos pr\u00f3prios antecedentes, identifica\u00e7\u00f5es, desejos, fantasias, e assim por diante.<br \/>\nA tese fundamental de Freud aqui \u00e9 que o que precisamos, para interpretar um sonho, n\u00e3o \u00e9 uma imagem t\u00e3o precisa quanto poss\u00edvel, ou uma r\u00e9plica da experi\u00eancia visual\/afetiva inicial que o sonhador teve. Em vez disso, precisamos obter os pensamentos e desejos inconscientes iniciais que entraram na constru\u00e7\u00e3o do sonho como uma experi\u00eancia visual\/afetiva. Em outras palavras, o que \u00e9 mais importante para n\u00f3s do que o sonho (exatamente como ele \u00e9 lembrado) \u00e9 o que fez com que o sonho surgisse em primeiro lugar. A hip\u00f3tese de Freud pode ser ilustrada da seguinte maneira (onde a seta indica novamente um processo de tradu\u00e7\u00e3o):<\/p>\n<p>Pensamentos\/desejos iniciais     \uf0e0     experi\u00eancia visual\/afetiva<\/p>\n<p>A experi\u00eancia visual\/afetiva geralmente \u00e9 confusa e opaca. Mas, na opini\u00e3o de Freud, pensamentos e desejos que deram origem \u00e0 experi\u00eancia visual\/afetiva n\u00e3o s\u00e3o assim confusos e opacos. Ele chama a experi\u00eancia visual\/afetiva deconte\u00fado manifesto do sonho &#8211; \u00e9 o que podemos lembrar ao despertar (e podemos incluir no conte\u00fado manifesto a subseq\u00fcente transforma\u00e7\u00e3o dele em um texto ou discurso escrito). E ele denomina os pensamentos e desejos iniciais que levaram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do sonho deconte\u00fado latente.<br \/>\nFreud defende a exist\u00eancia de dois processos de transforma\u00e7\u00e3o: a) pensamentos s\u00e3o transformados em imagens (quando pensamentos abstratos s\u00e3o transformados em quadros de pintura, por exemplo); e b) conte\u00fados latentes s\u00e3o transformados em conte\u00fados manifestos. O termo alem\u00e3o para esses processos de transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00dcbertragung e quer dizer \u201ctradu\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201ctransfer\u00eancia\u201d.\u00c9 o mesmo termo que Freud usa para transfer\u00eancia no sentido psicanal\u00edtico da transfer\u00eancia ou deslocamento de uma suspeita ou desconfian\u00e7a que um analisando tem sobre o pai ou o c\u00f4njuge, por exemplo, para o analista.<br \/>\nFreud obteve um avan\u00e7o na interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos a partir do fato de que ele formulou e testou a hip\u00f3tese de que era perfeitamente poss\u00edvel ver os sonhos como sintomas, como estruturados como sintomas, minissintomas eles mesmos. Assim como os sintomas individuais, cada um tinha um significado secreto &#8211; desconhecido tanto para aqueles que cercam o sofredor do sintoma quanto para o pr\u00f3prio sofredor &#8211; sonhos tamb\u00e9m, cada um deles com um significado secreto que nem o sonhador nem os que estavam ao redor do sonhador poderiam facilmente adivinhar<br \/>\nPara Freud, sempre havia mais por detr\u00e1s de qualquer sintoma individual do que os olhos pudessem alcan\u00e7ar. Ele postulou que havia mais por detr\u00e1s de um sonho espec\u00edfico do que pudessem perceber os olhos ou os ouvidos. Haveriam pensamentos e desejos latentes que se transformam pelos sonhos em um meio ileg\u00edvel, de modo a ser irreconhec\u00edvel pela consci\u00eancia.Vale ressaltar que o que conta como sintoma na psican\u00e1lise \u00e9 algo de que um paciente se queixa \u2013 lamentando que algo est\u00e1 entrando no caminho da sua vida ou arruinando-a \u2013 e n\u00e3o acredita ser capaz de entender. Os analistas n\u00e3o tomam algum tipo de postura mestre e dizem aos pacientes que esse ou aquele comportamento em que est\u00e3o envolvidos \u2013 seja bebendo, consumindo drogas, compuls\u00e3o, v\u00f4mitos etc. \u2013 constitui um sintoma baseado em algum suposto &#8220;objetivo padr\u00e3o de comportamento normal &#8220;contra o qual se julga o comportamento de qualquer indiv\u00edduo. Os psiquiatras e os psic\u00f3logos adotam frequentemente essa postura, mas os psicanalistas n\u00e3o (ou pelo menos n\u00e3o devem, como n\u00e3o h\u00e1 base para tal posi\u00e7\u00e3o na teoria psicanal\u00edtica, mesmo que alguns analistas individuais se desviem aqui). Na an\u00e1lise, um sintoma \u00e9 o que o analisando considera problem\u00e1tico em sua vida, e n\u00e3o o que o analista considera sintom\u00e1tico na vida do analisando.\u00c9 a sua incompreensibilidade para os pacientes que os constitui como sintomas acess\u00edveis ao tratamento psicanal\u00edtico.<br \/>\nOs analisandos que contam seu sonho (e \u00e0s vezes temos que incentiv\u00e1-los repetidamente a lembr\u00e1-los e a recont\u00e1-los), caracterizando-os com adjetivos como &#8220;bizarro&#8221;, &#8220;perplexo&#8221; ou &#8220;impenetr\u00e1vel&#8221;, est\u00e3o nos dizendo que s\u00e3o sintomas para eles. Microsintomas, talvez, mas quanto mais eles incomodam ou geram desconfian\u00e7a no analisando, mais nos justificamos em trat\u00e1-los como sintomas completos (embora de curta dura\u00e7\u00e3o).Sua aparente impenetrabilidade \u00e9 o que nos justifica em assumir a exist\u00eancia de uma camada de significado por tr\u00e1s deles.<br \/>\nO conte\u00fado latente de um sonho geralmente inclui pensamentos e desejos que poderiam ser tidos pelo sonhador como muito picantes, perigosos ou imorais para represent\u00e1-los diretamente em um sonho. Isso os leva a ser representados indiretamente, de uma maneira disfa\u00e7ada. N\u00e3o s\u00e3o apenas os nossos desejos supostamente &#8220;realistas&#8221; ou facilmente realiz\u00e1veis que buscam satisfa\u00e7\u00e3o; at\u00e9 mesmo nossos desejos secretos e\/ou &#8220;pouco realistas&#8221; pretendem ser encenados nos sonhos de uma maneira que raramente permitimos que sejam encenados na vida cotidiana e vigente.<br \/>\nA hip\u00f3tese de Freud \u00e9 que o conte\u00fado latente d\u00e1 origem ao conte\u00fado manifesto atrav\u00e9s de um processo de tradu\u00e7\u00e3o complicado em que os pensamentos e os desejos se traduzem em imagens. Esta tradu\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias em imagens ocorre tamb\u00e9m num jogo intitulado R\u00e9bus. Este jogo era jogadopelos romanos e estes teriam gostado de decifrar seus enigmas durante as refei\u00e7\u00f5es.Freud prop\u00f5e que vejamos um sonho como um jogo deste tipo.<br \/>\nConsiderando que o trabalho realizado pelo sonho (conhecido como o trabalho dos sonhos, dreamwork) transforma os pensamentos e desejos latentes em uma experi\u00eancia visual, o trabalho que \u00e9 realizado na an\u00e1lise se traduz em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria do texto concebido para descrever a experi\u00eancia visual para os pensamentos latentes e desejos. A psican\u00e1lise, portanto, executa a opera\u00e7\u00e3o exatamente oposta do trabalho do sonho, &#8220;desfazendo&#8221; o que o trabalho do sonho fez. O que este faz a psican\u00e1lise desfaz; O que o trabalho dosonho vela, esconde, a psican\u00e1lise revela.<\/p>\n<p>A figura demonstra a \u201cengenharia reversa\u201d da Psican\u00e1lise: dreamwork (trabalhodo sonho); manifest content (conte\u00fado manifesto); psychoanalytic work (trabalho psicanal\u00edtico) e latent content (conte\u00fado latente).<\/p>\n<p>Bibliografia consultada:<\/p>\n<p>FINK, B.(2017) Aclinical introduction to Freud : techniques for everyday practice, First edition.|New York, NY:W. W. Norton &#038; Company, Inc.<br \/>\nFREUD, S.(1999)A interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos, Edi\u00e7\u00e3o C.100 anos,Imago-RJ.1999.<br \/>\nFREUD, Sigmunde BREUER, Josef [(1916-1917) 2016]: Confer\u00eancias Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lisein Obras \u2013 Vol. 13. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras.<br \/>\nMITCHELL, Stephen A. (1946): Freud and Beyond: a history of modern psychoanalytic thought. New York: Basicbooks.<br \/>\nNETTO, Geraldino A. F. (2010): Doze Li\u00e7\u00f5es Sobre Freud &#038; Lacan. Campinas: Pontes Editores.<br \/>\nZIMERMAN, David E. (2007): Fundamentos Psicanal\u00edticos [recurso eletr\u00f4nico]: teoria, t\u00e9cnica e cl\u00ednica: uma abordagem did\u00e1tica. \u2013 Dados eletr\u00f4nicos. \u2013 Porto Alegre: Artmed.<br \/>\nZIMERMAN, David E. (2008):Manual de t\u00e9cnica psicanal\u00edtica [recurso eletr\u00f4nico] : umarevis\u00e3o\/David E. Zimerman. \u2013 Dados eletr\u00f4nicos. \u2013 PortoAlegre : Artmed.<br \/>\nABMPDF (2017). Apostilas e textos do M\u00f3dulo 4\u2013Curso de Psican\u00e1lise Freud\/Lacan \u2013 Dados eletr\u00f4nicos \u2013 Bras\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CURSO DE ESTUDOS DAS OBRAS DE FREUD E P\u00d3S FREUD: Andr\u00e9 Luiz Cerri da Silva TURMA: K\/2017 RESENHA \u2013 M\u00d3DULO 4 Aspectos centrais acerca da interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos em Freud Conceitos-chave: sonhos, restos diurnos, texto, interpreta\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia, conte\u00fado manifesto, conte\u00fado latente, transfer\u00eancia, sintomas, psican\u00e1lise. 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